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Apresenta

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........................ .. .........Rose Brant ...................................................................................................................... Mário César Camargo

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Marcelo Drumond - Piano e Violão....................................Yuri Hunas - Percussão

 

Pedro Paulo Cava - Direção

Direção Musical - Fernando Muzzi
Cenário e Figurinos - Décio Noviello
Preparação Corporal - Dulce Beltrão
Produção Executiva - Ana Gusmão
Programação Visual - Gustavo Lima
Divulgação: Christina Lima
Preparação Vocal – Luciana Monteiro de Castro e Valéria Braga
Texto Original - Paulo Pontes
Trilha, atualização, textos adicionais, direção geral - Pedro Paulo Cava
Apoios: Fórmula Academia, Ingleza, Mate-Couro, Unimed-BH, Usiminas e V&M Brasil
"Este texto, originalmente escrito nos anos 60, teve como ponto alto a montagem encabeçada por "Paulo Gracindo" e "Clara Nunes" nos anos 70.
Naquela montagem o texto já havia sido modificado pelo próprio autor em função da rápida mudança de década e enfoque político-social da época.
Hoje, trinta e tantos anos depois, ele continua fiel à sua origem, que é retratar um momento da música popular brasileira e os costumes das décadas de 50, 60 e 70.
Por toda esta distância no tempo, resolvi usar recursos didáticos como as projeções durante o espetáculo, fazer uma visita histórica àquela época nas páginas do programa e na divulgação e me apossar da vida e obra de Dolores Duran e Antonio Maria, como ponto de partida para explicar as transformações pelas quais passamos, até chegar aqui hoje, no terceiro milênio. Acrescentei também músicas de vários autores da MPB que vieram após Dolores e Maria.
O Brasil e o mundo mudaram muito nesse período, mas um texto que fala do amor, da paixão e de política será sempre atual.
Às vezes triste, às vezes tragicômico, Brasileiro, Profissão Esperança ainda retrata a alma latina deste nosso povo tão espoliado e que consegue cantar e, cantando, vai levando a vida da forma que pode já que as mudanças nas estruturas parecem coisa inatingível depois de mais de 150 anos de cristalização e domínio do que existe de pior nas elites brasileiras: o seu desprezo pelo povo e seu profundo descaso pela nossa memória e pelas nossas raízes culturais.
Por isso algumas dessas modificações que faço no espetáculo são no sentido de mostrar que a música e o teatro ainda conseguem se indignar diante do mundo que os cerca e que, independente da época em que foram feitas, são eternas as canções que estão no inconsciente coletivo do brasileiro.
No momento em que toda a dramaturgia contemporânea brasileira está voltada para o próprio umbigo e atrela seu conteúdo às questões existenciais de seus autores e atores, distanciando-se da realidade brasileira, penso que seja uma boa hora para devolver ao teatro, diante de tanta falta de vergonha entranhada na nossa vida pública, uma de suas funções essenciais:
o debate político.
E nossa profissão continua sendo mesmo a esperança".
Pedro Paulo Cava / 2009.

Fotos: Guto Muniz / Casa da Foto